"Nunca lhe sucedeu, passeando em nossos campos, admirar alguma das
brilhantes parasitas que pendem dos ramos das árvores, abrindo ao sol a rubra
corola? E quando ao colher a linda flor, em vez da suave fragrância que
esperava, sentiu o cheiro repulsivo de torpe inseto que nela dormiu, não a
atirou com desprezo para longe de si?”
(Lucíola, pg 8)
"Se não a procurasse, ela o mandaria chamar no outro dia. É
sempre a sombra do provérbio chinês: segue quem a foge."
"Uma mulher que pede, marca o preço de sua gratidão ou do seu amor; a mulher que não pede é um abismo que nunca se enche! Tenho experiência destas coisas."
"O vício também tem sua beleza e sua atração, como a
virtude; a diferença é que no âmago do fruto os lábios encontram terra e cinza
em vez de polpa deliciosa."
"Só dispo a minha alma entre amigos."
"Quando a mulher se desnuda para o prazer, os olhos do amante a vestem
de um fluido que cega; quando a mulher se desnuda para a arte, a inspiração a
transporta a mundos ideais, onde a matéria se depara ao hálito de Deus;
quando porém a mulher se desnuda para cevar, mesmo com a vista, a
concupiscência de muitos, há nisto uma profanação da beleza e da criatura
humana, que não tem nome."
“Sucede com as feridas d'alma o mesmo que às feridas do corpo: é quando elas esfriam, que a dor se torna aguda e lancinante.”
"O livro que ela trouxe era esse gracioso conto de Bernardin de Saint-
Pierre, que todos lemos uma vez aos quinze anos, quando ainda não o
sabemos compreender; e outra aos trinta, quando já não o podemos sentir."
"Não é generoso ofender a quem não sabe e não pode repelir a ofensa"
(Obra: Lucíola)
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